Isto não é literatura, isto não é jornalismo, isto não são textos de artigos, ensaios ou qualquer trabalho acadêmico, isto não são crônicas nem poesias e afins. Isso são correspondências internas feitas entre o que penso, sinto, vejo, ouço, leio e divido. Isto não é um diário, e isto não tem pretensão de ser nada mais do que já é. Isso é só a junção de letras, transformadas em palavras, denominadas quando ajuntadas de frases, seguidas pela idéia de parágrafos… Isso aceita críticas. Isto não é para ser lido.
“Qual a importância de estar errado?
Schulz: Errar não é bom, mas já que é inevitável, temos de pensar diferentemente sobre as falhas, para preveni-las ou abraça-las.
No que elas ajudam? Erros são embaixadores da informação. Quando acontecem, significa que temos uma crença sobre o mundo que colapsa. Ao ver que nossa percepção não correspondia à realidade, podemos mudar. Quando uma das hipóteses que estão por aí falha, cientistas propõem outra e fazem o conhecimento avançar.
Há pessoas que lidam melhor com isso? Sim, está relacionado a humildade e a metacognição – saber pensar sobre como você mesmo entende o mundo. Artistas, por exemplo, têm uma atitude mais receptiva porque as falhas são parte do processo criativo. Já para políticos, hesitar, mudar de idéia e reconhecer um erro não faz parte do metiê. Se ele agir dessa forma, provavelmente será punido nas urnas.
Como tornar nossa atitude melhor? Temos de entender que não cometemos erros porque somos maus. Culturalmente pensamos que quem erra é estúpido, preguiçoso ou intelectualmente menor. Isso não é verdade. Erramos por causa da estrutura da nossa mente, nosso organismo é feito para errar. Se conseguir superar o seu instinto de sentir vergonha por causa de um erro, de ignora-lo ou culpar outras pessoas, consegue tratar os outros e a si mesmo com mais compreensão e perdão.
Dá mesmo para mudar? Se você pegar dois garotos de 18 anos, mandar um para a faculdade de ciências políticas e outro para a de engenharia, verá que, depois de alguns anos, ambos têm uma atitude diferente sobre o erro. Isso significa que podemos, como cultura, escolher que ideias queremos ou não passar.”ENTREVISTA KATHRYN SCHULZ in (GALILEU, abril de 2011/ n237, p. 42)
“Qual a importância de estar errado?
Schulz: Errar não é bom, mas já que é inevitável, temos de pensar diferentemente sobre as falhas, para preveni-las ou abraça-las.
No que elas ajudam? Erros são embaixadores da informação. Quando acontecem, significa que temos uma crença sobre o mundo que colapsa. Ao ver que nossa percepção não correspondia à realidade, podemos mudar. Quando uma das hipóteses que estão por aí falha, cientistas propõem outra e fazem o conhecimento avançar.
Há pessoas que lidam melhor com isso? Sim, está relacionado a humildade e a metacognição – saber pensar sobre como você mesmo entende o mundo. Artistas, por exemplo, têm uma atitude mais receptiva porque as falhas são parte do processo criativo. Já para políticos, hesitar, mudar de idéia e reconhecer um erro não faz parte do metiê. Se ele agir dessa forma, provavelmente será punido nas urnas.
Como tornar nossa atitude melhor? Temos de entender que não cometemos erros porque somos maus. Culturalmente pensamos que quem erra é estúpido, preguiçoso ou intelectualmente menor. Isso não é verdade. Erramos por causa da estrutura da nossa mente, nosso organismo é feito para errar. Se conseguir superar o seu instinto de sentir vergonha por causa de um erro, de ignora-lo ou culpar outras pessoas, consegue tratar os outros e a si mesmo com mais compreensão e perdão.
Dá mesmo para mudar? Se você pegar dois garotos de 18 anos, mandar um para a faculdade de ciências políticas e outro para a de engenharia, verá que, depois de alguns anos, ambos têm uma atitude diferente sobre o erro. Isso significa que podemos, como cultura, escolher que ideias queremos ou não passar.”ENTREVISTA KATHRYN SCHULZ in (GALILEU, abril de 2011/ n237, p. 42)