“Quando a realidade parece ficção chegou a hora de fazer documentários”.
- O que é isso?
- É a chamada da propaganda na TV Cultura, cultura docs “quando a realidade parece ficção, chegou a hora de fazer documentários” documencurtas.
-ah!
- 46 BILHÕES! 46 BILHÕES, e os brasileiros só queriam investir 10 bilhões, estipularam um limite de 10 para quererem. 10 bilhões, pela mesma coisa que os africanos e os argentinos compraram por quase cinco vezes mais. E eles ainda esperam ter lucro, não é simplesmente receber o investimento de volta, eles estão convictos de que terão lucros.
- 46 BILHÕES! E ninguém, nenhuma empresa nacional quis investir no país, tem hora que dá vergonha ser dessa nação. Os argentinos e os africanos apostam 5 vezes mais em nós mesmos do que a gente.
- Nossa acabei de perceber que meu problema de auto-estima, é uma questão de nação. A gente é todo alegre e coisa e tals, mas na hora de valorizar o nosso potencial, cadê, ninguém dá a cara tapa, ninguém encara. 55 companhias foram desbancadas pelos crentes africanos e argentinos. Quero mais é que eles decolem!!! Eles merecem nem que seja pela coragem, por terem sido os únicos a fazerem uma aposta real, cinco vezes mais que qualquer companhia nacional, e ainda esperam ter lucros. LUCROS, não simplesmente recolherem o que investiram, até porque, que doideira investir sem pensar no retorno. 46 bilhões!
- Sobre o que você gostaria de escrever? Se bobear politica mesmo. Eu tinha dois apelidos na colégio quando era mais nova, por volta da quarta série. Freira e Politica (prefeita) não lembro exatamente o termo, mas era um dos dois, claro esses e dúzias de outros mais, muito ofensivos para serem esquecidos, muito ofensivos para serem citados. Não destruiu meu caráter, e nem construiu minha personalidade, fez de mim alguém mais tolerante, muito mais paciente, e até mesmo qual é o termo? Acomodada, me preocupava tão pouco com tudo isso, que talvez fosse sinal que eu não era das pessoas com mais atitudes.
Talvez por isso politica, sempre fui boa de discurso. E olha que nunca fui do tipo que ensaiava discurso em baixo do chuveiro, nesses momentos de lazer eu cantava, aliás cantar é algo que ainda, e que sinto sempre farei. Para acalmar a alma, para me livrar do congestionamento mental, e material que se estende a quilômetros, enfim, para tudo cantar é sempre a solução, a minha salvação vem através da canção.
Mas era sobre os discursos que eu discursava não era? Uma vez ensaiei, assisti um episódio de “friends” (serie americana), e sem querer uma amiga comentou sobre o mesmo episódio, e disse que ela também ensaiava como uma das personagens o dia que ela receberia o prêmio XYZ lá, eu nunca tinha ensaiado receber prêmio nenhum, aliás, eu nunca fui de ensaiar nada. A única coisa que ensaiei talvez, tenham sido diversas conversas imaginarias, mas que na verdade não eram ensaios, eram mais um desejo que nunca se realizariam. Sempre gostei de fazer isso, para todas as espécies de pessoas, eu sugeria perguntas e respostas. Sempre fiz terapia sozinha. Fazia as perguntas que gostaria de ouvir serem perguntadas, e respondia as coisas, que gostaria que fossem verdades, tai ensaie a vida inteira viver de verdade a minha vida. E agora, que não tem mais roteiro, que não tenho mais personagens reais imaginários às vezes me sinto perdida, engraçada, é um turbilhão (palavra engraçada, meio descontextualizada de sentido para mim)< mas é o que quero dizer> é um misturado de letras, sentidos, sentimentos, é uma coisa assim sem explicação.
Surreal, essa palavra ficou na minha boca hoje o dia inteiro, surreal, achei engraçado a primeira vez que vi a propaganda de chocolate, achei auspicioso, “SURREAL”< audacioso> talvez combine melhor. Mas é engraçado como depois do chocolate, toda vez que pronuncio surreal, surreal perde um pouco do sentido de incompreensão, de incognoscível, e ganha uma sensação, meio marrom e doce. Foi surreal o dia de hoje.
Sem preguiça é o que estou dizendo a mim mesma, agora que bateu uma de terminar esse imenso e bom texto, completamente fora de contexto, mas garanto que se você tivesse vivido o meu dia de hoje, saberia que tudo esta mais que claro sem nenhuma entrelinha, e sem nem mesmo faltar ou sobrar virgulas.
Voltemos ao surreal então, talvez ele faça a liga. Estava eu lá, dirigindo, dirigir com a lua cheia que fez essa noite…
(Os dados dessa reportagem, são facilmente desmentidos)

